O que é setembro amarelo? Qual é o objetivo? Quando surgiu?

O que é Setembro Amarelo?

O que é setembro amarelo? Qual é o objetivo? Quando surgiu?

O Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização pública em torno do tema suicídio, geralmente associado à depressão. É publicado pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Comissão Médica Federal (CFM) e Centro de Avaliação do Valor da Vida (CVV). A agência também conta com auxílio na promoção de empresas e pessoas físicas. Setembro foi escolhido porque 10 de setembro é o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio.

Objetivos do Setembro Amarelo

O principal objetivo do Setembro Amarelo é aumentar a visibilidade do tema e aumentar a conscientização para a prevenção do suicídio. Ferramentas de mídia, internet e redes sociais têm trazido cada vez mais atenção a esse tema, que ainda é considerado tabu em muitas partes do país. O objetivo desta atividade é fornecer informações ao público, disponibilizar diversos materiais gratuitos na Internet e realizar entrevistas para canais de comunicação. Esses materiais variam de dados sobre suicídio a métodos de lidar com o assunto e identificar pessoas necessitadas.

Quando surgiu o Setembro Amarelo?

A origem do Setembro Amarelo e todo esse movimento de conscientização contra suicídio começou com a história de Mike Emme, nos Estados Unidos. O jovem era conhecido por sua personalidade carinhosa e habilidade mecânica, tendo como sua marca um Mustang 68 que ele mesmo restaurou e pintou de amarelo. Porém, em 1994, Mike cometeu suicídio, com apenas 17 anos. Infelizmente nem a família, nem os amigos de Mike, perceberam os sinais de que ele pretendia tirar sua própria vida. No funeral, os amigos montaram uma cesta de cartões e fitas amarelas com a mensagem: “Se precisar, peça ajuda”. A ação ganhou grandes proporções e expandiu-se pelo país. Diversos jovens passaram a utilizar cartões amarelos para pedir ajuda a pessoas próximas. A fita amarela foi escolhida como símbolo do programa que incentiva aqueles que têm pensamentos suicidas a buscarem ajuda. Em 2003, a Organização Mundial da Saúde(OMS) instituiu o dia 10 de setembro para ser o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio. O amarelo do Mustang de Mike é a cor escolhida para representar essa campanha.

O que é setembro amarelo? Qual é o objetivo? Quando surgiu?

Fatores de risco para suicídio

Mesmo sendo algo que é difícil de se diagnosticar e previnir, há algumas formas de tentar reduzir os riscos.

Os dois principais fatores de risco são:

Tentativa prévia de suicídio

Estima-se que pessoas que já tenham tentado tirar sua vida, possuem de 5 a 6 vezes mais chance de tentar suicídio novamente. Cerca de 50% das pessoas que se suicidaram já haviam tentado anteriormente.

Doença mental

Grande parte dos suicidas tinham alguma doença mental, muitas vezes não diagnosticada ou não tratada da forma adequada. Como já falado, os transtornos mais frequentes são depressão, bipolaridade, alcoolismo, abuso de substâncias, transtorno de personalidade e esquizofrenia. Quanto mais comorbidades forem diagnosticadas no paciente, maiores são suas chances de suicídio.

Podem haver também alguns outros fatores como:

  • Abuso sexual na infância
  • Alta recente de internação psiquiátrica
  • Doenças incapacitantes
  • Impulsividade/Agressividade
  • Isolamento Social
  • Suicídio na família
  • Tentativa prévia de suícidio

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Mitos sobre o comportamento suicida

Quando se trata de suicídio, ainda temos um estigma muito grande ao redor do tema. A maior parte das pessoas ainda trata o tópico como um tabu, e isso dificulta muito para que informações corretas sejam passadas adiante. Milhares são os casos de pessoas que possuem pensamentos suicidas e sentem-se envergonhadas, excluídas ou descriminadas.

Pensando nisso, iremos trazer alguns mitos que são ditos a respeito do suicídio:

1. A pessoa que já pensou em se suicidar, terá risco de suicídio para o resto de sua vida

Esse ponto é um mito! Atualmente temos várias formas de tratamento para pessoas que possuem pensamentos suicídas. Um desses tratamentos pode ser a psicoterapia. Depois de realizado o tratamento, sendo feito o acompanhamento médico adequado, a pessoa estará fora de risco.

2. As pessoas que ameaçam se matar não farão isso, e querem apenas chamar atenção

A maior parte das pessoas que cometem suicídio falam ou dão sinais sobre o ato alguns dias ou semanas antes. Isso costuma acontecer frequentemente, e tanto os familiares quanto os profissionais da saúde devem ficar atentos a esses sinais.

3. Quando uma pessoa melhora ou sobrevive a uma tentativa de suicídio, ela está fora de perigo

Justamente o contrário! Quando uma pessoa acaba de passar por uma tentativa de suicídio, a semana seguinte é justamente o período em que ela está mais fragilizada.

4. Falar sobre suicídio pode aumentar o risco

Ao contrário do que as pessoas pensam, falar sobre suicídio pode aliviar as tensões e angústias que esses pensamentos trazem. Ter alguém para conversar é essencial, e a ajuda médica deve ser buscada. Ao receber queixas com esse teor, a família deve buscar ajuda profissional e orientar-se sobre como prosseguir.

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Avaliação do paciente

Como prever o suicídio não é algo que alguém possa fazer com 100% de certeza, o primeiro passo é a identificação dos indivíduos de risco por meio de uma avaliação clínica periódica.

Para isso, a OMS aponta três características comuns no estado mental suicida:

Ambivalência

Nesse caso o desejo por viver e morrer se confundem no paciente. Não necessariamente o paciente quer deixar de viver, ele apenas quer se livrar de toda dor e sofrimento pelas quais está passando. Tendo o apoio emocional nesses casos, reforçando o desejo de viver, o risco de suicídio diminui.

Impulsividade

Geralmente o suicídio possui sua “gota d’água” com algum evento negativa que aconteça na vida pessoa. Mesmo que seja um evento planejado, esse impulso costuma fazer com que a pessoa tire sua vida. Alguns exemplos de situações que podem causar isso são: rejeição, fracasso, falência, morte de alguém próximo, etc. Quando percebe-se que eventos como esses acontecem na vida de uma pessoa, uma ajuda emocional e empática pode interromper o impulso suicida do paciente.

Rigidez

A rigidez se encaixa em como o paciente encara suas alternativas para sair daquele problema ou sitaução que está passando. A pessoa acaba fechando sua cabeça para outras opções que solucionem o problema e que não sejam tirar sua própria vida. Nesses casos, ela pensa frequentemente sobre o suicídio e desconsidera outras formas de solucionar seus problemas. Por isso, é tão difícil de encontrar uma alternativa ao suicídio quando a pessoa está sozinha.

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