O que é Depressão ? Quais são os sintomas e tratamentos ?

O que é Depressão ? quais são os sintomas e tratamentos da depressão

A depressão é um transtorno que acomete mais de 300 milhões de pessoas ao redor do mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Saiba quais são os sintomas da depressão e quando é preciso buscar ajuda profissional. Sabemos que o diagnóstico médico é imprescindível para o tratamento. Se você quer saber mais sobre esse assunto tão importante, leia este artigo até o final e tire suas dúvidas!

O que é depressão?

Antes de tudo, é importante deixar bem claro que depressão não é frescura, falta de fé ou preguiça. Fazer esses tipos de comentários não só desrespeita alguém que está sofrendo como também reforça a baixa autoestima de quem está passando por isso. Afinal, a depressão (CID 10 – F33) afeta negativamente a forma como a gente se sente, pensa e vive. Contudo, existe tratamento, que geralmente envolve terapia. De fato, a depressão é um problema muito sério. Entre 2005 e 2015, os casos do transtorno aumentaram em 18%. Segundo a OMS, hoje há 322 milhões de pessoas com depressão em todo o mundo.

Principais sintomas da depressão

Entre os sintomas da depressão estão:

  • Anedonia: falta de prazer e vontade para realizar as atividades que antes causavam satisfação
  • Insônia: dificuldade para pegar no sono e/ou vários acordares noturnos; pode acontecer da pessoa querer ficar o dia todo na cama
  • Alterações no apetite: pode-se tanto comer menos como também comer compulsivamente
  • Baixa autoestima: sentir-se sem valor, como se fosse um peso para o mundo
  • Choro fácil e frequente

Para realizar o diagnóstico de depressão, é preciso que esses sintomas durem pelo menos 2 semanas. Aliás, a persistência desses sintomas é a principal diferença entre a tristeza e depressão.

Depressão no Brasil

Cerca de 5,8% da população brasileira sofre de depressão, ou seja, mais de 11 milhões de homens e mulheres vivem uma tristeza que os impede de viver plenamente. Sem contar que muitos casos de depressão estão associados à ansiedade. No Brasil, há 18,6 milhões de pessoas que sofrem transtornos ligados à ansiedade. No Brasil, 5,8% da população sofre com a doença, o que significa mais de 11,5 milhões de pessoas. E mais de 18,6 milhões de pessoas (9,3% da população brasileira) têm distúrbios relacionados à ansiedade. De um ponto de vista cerebral, ficamos deprimidos quando o corpo para de produzir neurotransmissores como a serotonina e a noradrenalina. Ou seja, essas substâncias são responsáveis por transmitir os sentimentos de alegria e bem-estar. Esse desequilíbrio bioquímico do cérebro é o que faz você se sentir sempre desanimado e triste. Dessa forma, a tristeza e infelicidade estimula outras reações fisiológicas no nosso corpo.

Tristeza ou depressão?

Para tirar a dúvida, conversamos com a psicóloga e especialista do Zenklub, Tatiana Festi. Segundo Tatiana, a tristeza é uma reação natural a situações difíceis, além disso sentir tristeza é saudável.

Nos sentimos tristes diante de uma perda, de uma doença, separação, mudança de emprego ou mudança de fase de vida.

Já a depressão é uma doença, onde a tristeza pode ser um de seus efeitos. Além disso, vem sempre acompanhada por outros sintomas como os que já falamos por aqui.

Portanto, devemos sim ficar atentos ao sentimento de tristeza, até porque ele pode vir acompanhado de outros sintomas. Confira os sinais de depressão que ajudam a identificar a doença:

Reação apropriada X reações extremas

O sentimento de tristeza vem de uma reação apropriada a um evento e este sentimento não dura mais do que horas ou dias. Já na depressão as reações aos eventos são extremas. Ou seja, a pessoa tem a sensação de que as coisas não irão melhorar e o mal-estar não vai passar. Nesse caso, esse sentimento ruim pode durar meses ou até mesmo anos, mesmo quando as coisas que o causaram já passaram ou foram resolvidas.

Prazer X sentimento de vazio

Quando a pessoa está triste se sente sem vontade, mas seus sentimentos tendem a mudar durante o dia. Por outro lado, uma pessoa depressiva se sente vazia a maior parte do tempo, com a sensação de que sua vida está perdendo sentido. Por isso, passa a não conseguir fazer as coisas do dia-a-dia e deixa de sentir prazer e vontade de viver como antes.

Vitalidade X exaustão

A tristeza não impede que uma pessoa continue seguindo com a sua rotina. Por exemplo, ela trabalha, não deixa de conversar com amigos e segue com seus planos no dia-a-dia. No entanto, a doença faz com que a pessoa se afaste de amigos e familiares. Além disso, torna mais difícil fazer tarefas simples e cotidianas, podendo até evoluir para um quadro mais grave onde a pessoa não consegue mais fazer tarefa alguma. Isso porque, a pessoa se sente cansada a maior parte do tempo, como se sua energia estivesse acabando. Além disso, é comum ter insônia ou sono excessivo, tensão muscular e compulsão alimentar, com perda ou ganho de peso.

Pensamentos negativos X distorção da realidade

Pensamentos negativos são algo que sentimos quando estamos tristes, e isso é comum. Geralmente acontecem quando estamos passando por momentos difíceis, mas tendem a sumir com o tempo. No entanto, na depressão, esses pensamentos são distorcidos. Ou seja, a pessoa se julga culpada diante de situações ruins, se compara com outras pessoas e, mesmo quando conquista algo positivo, não aceita que foi mérito próprio.

Sinais e sintomas da depressão atípica

A depressão atípica, diferente da mais comum (conhecida como melancólica) possui algumas diferenças marcantes. Nesse sentido, a depressão atípica é marcada pela oscilação de humor mediante às circunstâncias. Ou seja, assim que a pessoas com depressão atípica vivencia algo bom ou recebe uma notícia positiva, o humor melhora. Contudo, esse aumento do prazer em relação à vida é passageiro e logo voltam os sintomas de tristeza.

Além desse ponto, a depressão atípica difere da melancólica por conta dos seguintes sintomas:

  • Dormir demais (hipersonia);
  • Aumento do apetite ou ganho de peso;
  • Tendo uma reação mais intensa ou aumento da sensibilidade à rejeição, resultando em problemas com relações sociais e de trabalho;

Quem pode ter sintomas da depressão?

Esse quadro afeta pessoas de todas as idades, sem nenhuma distinção. No entanto, por fatores culturais, alguns homens sentem vergonha de admitir e procuram melhorar a qualquer custo. Isso pode causar efeitos negativos como o abuso de álcool, drogas e outros vícios. Pesquisas indicam que a morte por suicídio é quatro vezes maior para homens do que para mulheres. No entanto, as mulheres sofrem mais com depressão. Os números apontam que as chances são 30% mais elevada do que nos homens. Isso porque a população feminina está mais exposta a eventos traumáticos, assim como mudanças hormonais, relacionamentos tóxicos, biologia e gravidez. Nos idosos, nem sempre o transtorno é tratado, pois muitos acreditam que é normal nessa idade. Porém, problemas de memória, dores, alucinações, entre outros, podem ser sintomas de depressão. Além disso, os índices de depressão na comunidade LGBTs são bem altos. Isso porque há muita discriminação social, abandono da família, problemas com colegas de trabalho ou de escola. Crianças que sofreram traumas, têm transtorno de atenção e hiperatividade, dificuldade de aprendizagem e distúrbios de ansiedade podem se tornar pessoas com maior chance de desenvolver depressão. Depressão na adolescência também é um assunto delicado, mas que acontece geralmente por falta de informação e atenção aos sintomas.

Quais as causas e fatores de risco da depressão?

Essa doença não tem uma causa específica mas pode vir de uma combinação de fatores genéticos, biológicos, ambientais e psicológicos.

Os principais fatores de risco da depressão são:

  • Fatores Genéticos: Ter um familiar próximo com o transtorno mental ou um transtorno de humor pode aumentar seu risco.
  • Distúrbio de sono: Os problemas crônicos de sono, como a insônia, estão associados à doença. Os especialistas não sabem se a falta de sono causa depressão, mas episódios de baixo humor parecem acompanhar períodos de sono fraco.
  • Circunstâncias da vida: Mesmo eventos felizes, como ter um bebê ou conseguir um novo emprego, podem aumentar o risco de algumas pessoas desenvolverem um quadro de depressão. Além disso, outros eventos da vida ligados à depressão incluem: perder um emprego, divórcio, mudança de cidade, aposentadoria e até a morte de um ente querido.
  • Abuso de substâncias: Drogas e álcool podem levar a mudanças químicas no cérebro que contribuem para desenvolver a doença. Mas a automedicação também pode resultar na depressão.
  • Doenças crônicas: Além disso, outras condições crônicas como diabetes, artrite, dor crônica, doença cardíaca ou da tireóide, podem ser fatores para o desenvolvimento da doença.

Outros tipos de depressão

Agora que você entendeu como a depressão acontece e quais os seus sintomas, conheça alguns tipos de depressão:

Distimia ou transtorno depressivo persistente

A distimia é uma forma crônica da depressão e que permanece por um longo prazo – pelo menos dois anos.

Depressão na gravidez e pós-parto

A gravidez é um momento muito sensível na vida de uma mulher. Ou seja, a mulher passa por uma série de mudanças físicas, psicológicas e sociais que transformam toda a sua vida.

Por isso, é possível que a mulher desenvolva distúrbios, como por exemplo a depressão na gravidez.

Além disso, após a gravidez, cerca de 15% das mulheres podem ser afetadas pela depressão pós-parto, sendo mais comum do que imaginamos. Nesses casos, a terapia com psicólogo é o tratamento ideal.

Depressão na adolescência

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a depressão na adolescência atinge entre 10% e 20% dos jovens do mundo todo. Além disso, muitos jovens não recebem o tratamento adequado. Isso porque as pessoas tem pouca informação sobre a doença.

Tratamentos e terapias

A depressão tem cura e quanto mais cedo, mais eficaz o tratamento. Geralmente, o tratamento envolve a combinação de medicação e terapia. O psicólogo e o psiquiatra devem andar juntos no tratamento do problema. Ou seja, o primeiro vai atacar as fobias e o segundo vai indicar a medicação adequada para acabar com os sintomas de depressão. Os tratamentos são complementares e demoram alguns meses, mas são fundamentais para a cura.

Terapia

A psicoterapia online ou presencial ajuda você a trabalhar a raiz do problema. Ou seja, você passa a entender por que você se sente de determinada forma, quais são os seus gatilhos e o que você pode fazer para se manter saudável. Alguns tipos de terapia te ensinam técnicas práticas sobre como reformular o pensamento negativo e empregar ferramentas comportamentais no combate aos sintomas da depressão. Existem muitos tipos de terapia disponíveis e entre os métodos mais comuns utilizados para tratar depressão estão a terapia cognitivo-comportamental, terapia interpessoal e terapia psicodinâmica.

medicamentos

A medicação pode ajudar a aliviar alguns dos sintomas, especialmente em casos moderados e graves, mas não cura a fonte do problema.

Somente um médico especializado poderá determinar tanto a necessidade do tratamento com remédios, quanto qual tipo de antidepressivo que deve ser usado.

Como vencer a depressão?

Praticar exercícios físicos pode ajudar no tratamento da depressão, assim como a medicação. Isso porque aumenta a serotonina, as endorfinas e também desencadeia o crescimento de novas células cerebrais e conexões. Se isolar nas redes sociais também são fatores atenuantes favoráveis para a depressão. Por isso, mantenha contato presencial com amigos e familiares, ou considere se juntar a uma classe ou grupo. Comer bem é importante para a sua saúde física e emocional. Comer refeições pequenas e equilibradas ao longo do dia irá ajudá-lo a manter sua energia e a minimizar as mudanças de humor.

Mude a sua vida

A depressão é uma doença que nos obriga a “dar um tempo”. Ela nos faz parar com a rotina, que talvez já não esteja mais trazendo crescimento pessoal. O processo terapêutico pode ajudar tanto nos episódios de tristeza, quanto num quadro de depressão. Ou seja, a partir do entendimento das causas da depressão será possível mudar seus relacionamentos interpessoais. Acima de tudo, você vai se reencontrar e, até mesmo, descobrir um novo sentido para a vida

Condições Relacionadas

Entre as condições psiquiátricas que podem ocorrer com a depressão estão:

  • Transtornos de ansiedade, 
  • Transtorno de estresse pós-traumático, 
  • TOC (transtorno obsessivo-compulsivo), 
  • TDAH (transtorno de déficit de atenção com hiperatividade)
  • Transtornos de uso de substâncias (álcool e drogas)

    Também é possível ter depressão associada com transtornos de personalidade tais como a evitativa e borderline. Além disso, a depressão pode ocorrer com outros problemas médicos, tais como diabetes, doenças cardíacas, câncer e muitos outros. A relação entre a depressão e as comorbidades médicas é complicada. A depressão pode piorar em face de problemas médicos como também estes podem piorar em face da depressão. Em parte isso se deve ao fato de que a depressão dificulta o cuidado com as condições médicas associadas.

Como ajudar ?

Para você que está em dúvida como ajudar uma pessoa com depressão, seja ela um familiar ou amigo, não se preocupe, realmente não é uma tarefa fácil! Busque ser compreensivo, paciente e afetuoso. Essas, com certeza, serão as suas melhores armas. Caso essa situação seja um pouco mais complicada, procure você também a ajuda de um psicólogo, ele poderá te mostrar como se compreender melhor diante das adversidades e da novidade da situação.

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2 comentários

  1. Muito bom o artigo. Identificar o problema é muito importante para o avanço da solução.

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